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Marketing Online está diminuindo o gasto com anúncios na TV

A maioria dos gastos de vídeo online nos últimos 12 meses é proveniente de orçamentos previamente reservados para a propaganda na TV, de acordo com um estudo recente realizado em todo o mundo pelo Be On, o novo AOL. Apesar de a TV ser considerada um dos principais impulsionadores da consciência, 58% dos entrevistados globalmente e notavelmente, 78% na Europa, disseram que eles poderiam alcançar um maior engajamento e escala com vídeos online.

Mais de 770 especialistas da indústria de marcas líderes, mídia e agências criativas no Reino Unido, Europa e América do Norte foram questionados sobre as suas experiências de uso de vídeo online com a marca ao planejar campanhas de publicidade online.

Segundo a pesquisa, 73% dos entrevistados disseram gastar em vídeos online tinha aumentado ao longo dos últimos 12 meses. TV e exibição foram citados como as duas principais fontes onde o orçamento tenha sido tomado.

Dos entrevistados, 84% acreditam que a Internet está se tornando um meio fundamental para se conectar com os consumidores.

Fonte: Aol

O Sucesso da Campanha Dove – Retratos da Real Beleza

Assim que foi lançado o filme da nova campanha da Dove nos Estados Unidos e Brasil, Retratos da Real Beleza se tornou viral e já alcançou mais de 20 milhões de pessoas.

O filme mostra diferentes mulheres sendo retratadas por um desenhista forense do FBI com base, apenas, em suas próprias descrições. Em um segundo momento, o profissional redesenha essas mulheres, usando as descrições feitas por outras pessoas. O resultado são retratos muito mais bonitos. A mensagem é direta: as mulheres são muito críticas em relação à si mesmas e tem muita dificuldade de enxergar sua beleza natural, diferente da forma como as outras pessoas as enxergam. O filme emociona e resgata a auto-estima.

O tema causou tanto interesse, que até mesmos veículos que não costumam dar ênfase a essas publicidades, como New York Times, Financial Times, Wall Street Journal, The Independent, entre outros, citaram e comentaram sobre a campanha. Também já existe até uma paródia muito bem humorada, feita por um grupo de comediantes americanos, com o tema: “Homens, vocês não são tão bonitos quanto pensam”

A magnitude desse sucesso surpreendeu tanto a agência de publicidade como a própria Unilever. É muito raro acontecer de uma campanha repercurtir de uma forma tão explosiva e positiva na vida das pessoas. Com certeza, este filme entrará na história da propaganda mundial.

Curtam:

O consumidor frente à Informação

É fundamental perceber a mudança de cultura, e de interação com o mundo que
vivemos atualmente. O comportamento do consumidor frente à informação e ao
posicionamento de empresas e marcas, dá para inferir algumas tendências para o
novo ano que se aproxima.

Organização, Tecnologia, Cultura

Organização, Tecnologia, Cultura

1) Customização. A comoditização de marcas e produtos já está levando os
consumidores a ansiar por exclusividade e personalização (daí o sucesso do
Pinterest, por exemplo, já que cada um cria seu próprio painel de preferências). As
marcas passarão a investir mais em autenticidade e experiências individuais e sob
medida, permitindo que as pessoas efetivamente controlem o que querem fazer ou
comprar. A chance de customização passará a ser um diferencial para produtos e
serviços.

2) Integração entre redes sociais e bancos de dados. Quem é o seu cliente?
Onde ele compra, o que ele compra, a que horas, sozinho ou com amigos, de
que outras coisas ele gosta, que tipo de comentário ele costuma postar nas
redes sociais sobre os produtos que adquire, que tipo de produto ele gostaria de
comprar… inúmeras questões cujas respostas estão soltas em diversos canais e
pontos de contato e que precisam ser “amarradas”. Ao sincronizar as atividades
nas mídias sociais com os bancos de dados dos clientes, dá para tirar informações
comportamentais e elaborar mensagens e ações mais dirigidas. Aprimorar a
personalização desses conteúdos pode levar efetivamente o consumidor a uma

ação desejada e um relacionamento mais significativo e duradouro com as marcas.

3) Conteúdo sob demanda. Na esteira da customização, crescerá a expectativa
por ações que vão ao encontro das preferências de cada consumidor
individualmente. Isso inclui propor conteúdos específicos de acordo com o
interesse de cada consumidor, “lendo” as suas várias facetas. Um exemplo é o
que já faz o Zite, espécie de revista eletrônica que, com base no que você posta
no Twitter ou Facebook, sugere leituras (artigos) de interesse. Ou o que faz a
Amazon, capaz não só de te reconhecer como um visitante de retorno mas de
indicar outras leituras com base em suas compras anteriores. Esse marketing
absolutamente individualizado é muito mais eficiente.

4) Curadoria de conteúdo. Mesmo com esse marketing “inteligente”, a
quantidade de informações às quais somos submetidos todos os dias é
exorbitante. Oferecer serviços de curadoria sob medida é um nicho ainda pouco
explorado.

5) Imagens. O conteúdo será cada vez mais visual. Menos texto, mais imagens.
Fotos, vídeos e infográficos serão cada vez mais importantes para compartilhar
nossa visão de mundo, pois são de fácil e rápido consumo. O sucesso do
Pinterest (uma grande colagem das suas fotos preferidas sobre os mais variados
temas) e do Instagram (que permite aplicar efeitos interessantes em suas
fotos) durante 2012 é uma prova. Modificações introduzidas este ano pelo
Facebook e pelo Twitter, abrindo a possibilidade de utilizar imagens no perfil do
usuário, e a integração entre os diversos aplicativos e plataformas, permitindo o
compartilhamento das fotos que você quiser, dão impulso adicional à tendência.

6) Compartilhamento. Cada vez mais, experiências de vida só vão parecer
relevantes e memoráveis se compartilhadas com o maior número possível de
pessoas. Crescerão as ferramentas que permitem que você integre todos os
aplicativos que utiliza e associe conteúdos em diferentes websites.

7 ) Telas mobile. Para esse compartilhamento, pessoas e empresas devem
considerar que equipamentos mobile são cada vez mais comuns. Smartphones
e tablets terão uso cada vez maior e websites que não estiverem programados
para isso serão mal vistos. Segundo levantamento do banco Morgan Stanley, de
apenas um ano para cá o número de smartphones no mundo deu um salto de
42%, chegando a 1,1 bilhão. Apesar do estrondoso crescimento, os smartphones
ainda representam apenas 17% do total de 5 bilhões de celulares em uso no
mundo.

8 ) A qualquer tempo e em qualquer lugar. Foi no quarto trimestre de 2010 que
o número de smartphones e tablets no mundo ultrapassou o de PCs – e aí que se
viu o início de uma mudança de cultura, a exemplo do que aconteceu em 2002,
quando o número de celulares suplantou o de telefones fixos. Como decorrência
do boom mobile, o nível de exigência das pessoas por informações em tempo real
na sua telinha portátil tende a aumentar, e os profissionais de marketing podem
pensar em ações para atender essa demanda. Para se ter uma ideia, o número
de adultos com tablets nos Estados Unidos pulou de 2% em 2009 para 29% em
2012, segundo o Pew Research Center. Outra prova cabal: neste Natal, o maior
desejo de quase metade (48%) das crianças de 6 a 12 anos nos Estados Unidos é
um iPad, à frente até do videogame Wii (39%). Em terceiro, supresa! O iPad mini
(36%). Ou seja, até as crianças estão totalmente plugadas. Os números são da
Nielsen.

9 ) SEO = conteúdo + compartilhamento. Foi-se o tempo em que o importante
era usar estratagemas e palavras-chave para que os algoritmos das ferramentas
de busca “enxergassem” melhor a marca. Agora, o que dá realmente resultado é
conteúdo relevante, que as pessoas compartilhem e para os quais gerem links.
Search Engine Optimization (SEO), mídias sociais e conteúdo não são mais canais
separados ou práticas segmentadas.

10 ) Mídias sociais como mainstream. Basta parar um minuto e pensar: como
fico sabendo das coisas e busco informação hoje em dia? A resposta pode passar
por jornais online, blogs que compilam fatos e opiniões e até por noticiários na TV.
Mas com certeza incluem o Facebook, o Twitter ou o LinkedIn, por uma simples
razão: as mídias sociais já viraram mainstream, ou sejam, competem de igual para
igual na geração e compartilhamento de conteúdos.

11 ) Crowdsourcing para produção de conteúdo. Envolver os clientes em ações
para desenvolvimento ou melhoria de produtos é prática já popular. Mas a partir
de 2013 vai se tornar mais relevante fazer isso, pois a demanda dos consumidores
por participação aumentou.

12 ) Online X offline? Esqueça. As pessoas não percebem mais essa separação.
Vão em busca de uma experiência autêntica, preparada para elas individualmente,
que transite em um mundo só, sem fronteiras entre online e offline.

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