mobile

A importância do mobile para as empresas

Com o aparecimento do iPhone, o mundo iniciou
aquela que se pode considerar a primeira grande mudança do padrão de utilização
de computadores. Desde que surgiram os primeiros computadores pessoais, em
especial os
primeiros modelos da Apple (será coincidência o mesmo homem, Steve Jobs
,
estar por trás de ambos os conceitos), usar computador era sinônimo de sentar
em uma mesa e olhar um ecrã. O laptop permitiu movimento, mas não alterou o
conceito.

Os smartphones trouxeram sistemas operacionais
novos, o conceito de “app” e a possibilidade de os usuários não precisarem mais
do computador. Os concorrentes da Apple apareceram com suas soluções (baseadas
no Android) e em breve os usuários estavam aderindo a todo o negócio, empresa
ou mensagem que pudesse estar chegando no smartphone. E sua empresa, já chegou
lá?

Confira em seguida alguns dos principais
setores econômicos que fizeram essa mudança.

Transporte

A Uber é certamente o exemplo mais célebre de
um serviço atuando em ambiente mobile (e tirando partido das características
únicas do mobile) e dispensando a web. Em um serviço que depende da localização
geográfica do usuário, a presença no celular é o foco central e a vantagem. O
sucesso da Uber foi tanto que criou uma enorme reação por parte da indústria do
táxi, com consequências em diversos países do mundo (o Brasil foi apenas um
caso).

Banca

Durante vários anos, os serviços bancários de
homebanking foram considerados revolucionários. Era bem prático poder executar
grande parte das operações bancárias direto no computador, através da internet,
sem precisar ir no balcão. Mas agora, os usuários estão pedindo para poder
fazer suas operações direto no celular. E os bancos estão respondendo,
disponibilizando seus apps.

Cassinos

Até os cassinos online tiveram de se virar.
Depois de dominarem a tecnologia Flash (também ficando obsoleta), construíram
plataformas completas e avançadas para permitirem a seus usuários fazer
depósitos, jogar em versões virtuais de roleta, caça-níquel ou blackjack e
levantar seus prêmios. O casino.netbet.com
é um bom exemplo. Mas agora os jogadores de cassino estão preferindo a
praticidade do celular, e são cada vez mais os sites de jogos que oferecem apps
para baixar.

Os cassinos mais recentes nem sequer têm
versão web ou site; começam sua atividade exclusivamente em ambiente mobile,
com aplicativos para iOS e Android.

Da web para
o mobile: reorganizando conteúdos

Empresários e profissionais devem saber que
não basta copiar os conteúdos de um site e colocar em um aplicativo. É
importante definir quais as ações, operações ou gestos que o usuário poderá
fazer e concretizar ao utilizar o app. Um storyboard poderá ser útil, para
dirigir o usuário em seu caminho.

Além disso, é fundamental preparar o
aplicativo para chegar ao maior número de usuários. Isso envolve não apenas a
disponibilização para os dois grandes sistemas operacionais, mas também o fato
de ser compatível com diferentes versões.

É preciso não esquecer também que alguns
usuários gostam do ambiente mobile mas preferem não ficar sempre baixando novos
apps. Aí, um site responsivo poderá ser a melhor solução. Não dá para indicar a
seus clientes para acessar o site de sua empresa via celular; os sites
tradicionais foram desenvolvidos para o computador e não estão otimizados para
o mobile.

Se o seu negócio ainda não chegou ao mobile,
pense rápido e atue mais rápido ainda, pois está perdendo clientes!

O consumidor frente à Informação

É fundamental perceber a mudança de cultura, e de interação com o mundo que
vivemos atualmente. O comportamento do consumidor frente à informação e ao
posicionamento de empresas e marcas, dá para inferir algumas tendências para o
novo ano que se aproxima.

Organização, Tecnologia, Cultura

Organização, Tecnologia, Cultura

1) Customização. A comoditização de marcas e produtos já está levando os
consumidores a ansiar por exclusividade e personalização (daí o sucesso do
Pinterest, por exemplo, já que cada um cria seu próprio painel de preferências). As
marcas passarão a investir mais em autenticidade e experiências individuais e sob
medida, permitindo que as pessoas efetivamente controlem o que querem fazer ou
comprar. A chance de customização passará a ser um diferencial para produtos e
serviços.

2) Integração entre redes sociais e bancos de dados. Quem é o seu cliente?
Onde ele compra, o que ele compra, a que horas, sozinho ou com amigos, de
que outras coisas ele gosta, que tipo de comentário ele costuma postar nas
redes sociais sobre os produtos que adquire, que tipo de produto ele gostaria de
comprar… inúmeras questões cujas respostas estão soltas em diversos canais e
pontos de contato e que precisam ser “amarradas”. Ao sincronizar as atividades
nas mídias sociais com os bancos de dados dos clientes, dá para tirar informações
comportamentais e elaborar mensagens e ações mais dirigidas. Aprimorar a
personalização desses conteúdos pode levar efetivamente o consumidor a uma

ação desejada e um relacionamento mais significativo e duradouro com as marcas.

3) Conteúdo sob demanda. Na esteira da customização, crescerá a expectativa
por ações que vão ao encontro das preferências de cada consumidor
individualmente. Isso inclui propor conteúdos específicos de acordo com o
interesse de cada consumidor, “lendo” as suas várias facetas. Um exemplo é o
que já faz o Zite, espécie de revista eletrônica que, com base no que você posta
no Twitter ou Facebook, sugere leituras (artigos) de interesse. Ou o que faz a
Amazon, capaz não só de te reconhecer como um visitante de retorno mas de
indicar outras leituras com base em suas compras anteriores. Esse marketing
absolutamente individualizado é muito mais eficiente.

4) Curadoria de conteúdo. Mesmo com esse marketing “inteligente”, a
quantidade de informações às quais somos submetidos todos os dias é
exorbitante. Oferecer serviços de curadoria sob medida é um nicho ainda pouco
explorado.

5) Imagens. O conteúdo será cada vez mais visual. Menos texto, mais imagens.
Fotos, vídeos e infográficos serão cada vez mais importantes para compartilhar
nossa visão de mundo, pois são de fácil e rápido consumo. O sucesso do
Pinterest (uma grande colagem das suas fotos preferidas sobre os mais variados
temas) e do Instagram (que permite aplicar efeitos interessantes em suas
fotos) durante 2012 é uma prova. Modificações introduzidas este ano pelo
Facebook e pelo Twitter, abrindo a possibilidade de utilizar imagens no perfil do
usuário, e a integração entre os diversos aplicativos e plataformas, permitindo o
compartilhamento das fotos que você quiser, dão impulso adicional à tendência.

6) Compartilhamento. Cada vez mais, experiências de vida só vão parecer
relevantes e memoráveis se compartilhadas com o maior número possível de
pessoas. Crescerão as ferramentas que permitem que você integre todos os
aplicativos que utiliza e associe conteúdos em diferentes websites.

7 ) Telas mobile. Para esse compartilhamento, pessoas e empresas devem
considerar que equipamentos mobile são cada vez mais comuns. Smartphones
e tablets terão uso cada vez maior e websites que não estiverem programados
para isso serão mal vistos. Segundo levantamento do banco Morgan Stanley, de
apenas um ano para cá o número de smartphones no mundo deu um salto de
42%, chegando a 1,1 bilhão. Apesar do estrondoso crescimento, os smartphones
ainda representam apenas 17% do total de 5 bilhões de celulares em uso no
mundo.

8 ) A qualquer tempo e em qualquer lugar. Foi no quarto trimestre de 2010 que
o número de smartphones e tablets no mundo ultrapassou o de PCs – e aí que se
viu o início de uma mudança de cultura, a exemplo do que aconteceu em 2002,
quando o número de celulares suplantou o de telefones fixos. Como decorrência
do boom mobile, o nível de exigência das pessoas por informações em tempo real
na sua telinha portátil tende a aumentar, e os profissionais de marketing podem
pensar em ações para atender essa demanda. Para se ter uma ideia, o número
de adultos com tablets nos Estados Unidos pulou de 2% em 2009 para 29% em
2012, segundo o Pew Research Center. Outra prova cabal: neste Natal, o maior
desejo de quase metade (48%) das crianças de 6 a 12 anos nos Estados Unidos é
um iPad, à frente até do videogame Wii (39%). Em terceiro, supresa! O iPad mini
(36%). Ou seja, até as crianças estão totalmente plugadas. Os números são da
Nielsen.

9 ) SEO = conteúdo + compartilhamento. Foi-se o tempo em que o importante
era usar estratagemas e palavras-chave para que os algoritmos das ferramentas
de busca “enxergassem” melhor a marca. Agora, o que dá realmente resultado é
conteúdo relevante, que as pessoas compartilhem e para os quais gerem links.
Search Engine Optimization (SEO), mídias sociais e conteúdo não são mais canais
separados ou práticas segmentadas.

10 ) Mídias sociais como mainstream. Basta parar um minuto e pensar: como
fico sabendo das coisas e busco informação hoje em dia? A resposta pode passar
por jornais online, blogs que compilam fatos e opiniões e até por noticiários na TV.
Mas com certeza incluem o Facebook, o Twitter ou o LinkedIn, por uma simples
razão: as mídias sociais já viraram mainstream, ou sejam, competem de igual para
igual na geração e compartilhamento de conteúdos.

11 ) Crowdsourcing para produção de conteúdo. Envolver os clientes em ações
para desenvolvimento ou melhoria de produtos é prática já popular. Mas a partir
de 2013 vai se tornar mais relevante fazer isso, pois a demanda dos consumidores
por participação aumentou.

12 ) Online X offline? Esqueça. As pessoas não percebem mais essa separação.
Vão em busca de uma experiência autêntica, preparada para elas individualmente,
que transite em um mundo só, sem fronteiras entre online e offline.

Vendas pelo Celular

O comércio eletrônico caminha a passos largos no Brasil. Neste ano, o faturamento do setor deve ultrapassar a marca de 22 bilhões de reais. Se a estimativa se confirmar, a área vai experimentar um crescimento de 20% em relação às vendas do ano passado, muito superior ao tímido desempenho esperado do restante da economia nacional: 1,5%. O e-commerce nacional pode registrar outro recorde neste ano: 40 milhões de brasileiros (metade dos usuários de internet no país) devem fazer ao menos uma compra em uma das 30.000 lojas on-line existentes. Apesar de tantos indicadores positivos – e justamente por causa desse crescimento acelerado – o comércio eletrônico já se ressente da falta de profissionais. A relativa escassez de mão de obra especizada é, na análise da e-bit, fruto do crescimento acelerado do e-commerce no Brasil. “É um segmento relativamente novo, que demanda novas competências em intervalos de tempo muito curtos”, diz Pedro Guasti, diretor geral do e-bit. Um bom exemplo disso é o cargo de gerência de mídia social, responsável por interagir com potenciais consumidores em perfis corporativos no Twitter, Facebook e YouTube. O posto mal existia em grande parte das empresas até dois anos atrás e agora já exige conhecimentos profundos sobre investimento em publicidade naquelas plataformas. Outro exemplo de demanda que se impõe às empresas é o chamado m-commerce: há um ano, as compras via celular eram irrisórias (em muitos casos ainda são), mas as empresas já sabem que é para lá que caminha o consumidor.

Fonte: Veja, acessado em 06 de Novembro de 2012 – 02:00 AM
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